Fit cultural
Duas empresas do mesmo ramo, com a mesma vaga, podem ser lugares completamente diferentes de se trabalhar. Uma é colaborativa, a outra é competitiva. O fit cultural mede essa distância antes de você apresentar alguém.
Seis perguntas de cada lado. Uma conta que você refaz no papel.
A tela abaixo é o sistema, com empresa e candidato inventados. Ela anda sozinha, e você pode clicar em qualquer etapa para voltar.
A lealdade e a confiança. As pessoas se ajudam e o compromisso com o grupo é alto.
A vontade de inovar. Estar na frente e experimentar coisa nova é o que empolga.
A meta. Vencer e entregar resultado é o que organiza o time.
As regras e o processo. Todo mundo sabe o que fazer e como fazer.
A lealdade e a confiança. As pessoas se ajudam e o compromisso com o grupo é alto.
A vontade de inovar. Estar na frente e experimentar coisa nova é o que empolga.
A meta. Vencer e entregar resultado é o que organiza o time.
As regras e o processo. Todo mundo sabe o que fazer e como fazer.
As duas leituras se parecem: os dois põem colaboração na frente e dão pouco peso a processo rígido. As diferenças existem, mas são pequenas em todas as quatro, e nenhuma passa de seis pontos.
Nenhuma é melhor que a outra, e toda empresa tem um pouco das quatro. O que muda é o peso de cada uma, e é isso que faz alguém se sentir em casa ou fora de lugar.
Parece uma família. As pessoas se ajudam, o clima importa e a lealdade é o que segura o time. Quem gosta de vínculo se dá bem; quem quer disputar, se irrita.
Gosta de experimentar e mudar. Quem gosta de coisa nova floresce; quem precisa de previsibilidade sofre.
A meta organiza tudo, e ganhar é o que vale. Quem gosta de placar se anima; quem valoriza clima acha o lugar duro.
Processo claro, cada um sabe o que fazer. Quem quer segurança gosta; quem quer liberdade se sente engessado.
Ao lado da aderência de perfil, no card da vaga. Dois sinais diferentes que respondem perguntas diferentes: um diz como a pessoa age, o outro diz onde ela se dá bem.
É o argumento que muda a apresentação de candidatos. Você deixa de dizer "achei que combina" e passa a mostrar por que combina, com o próprio cliente tendo respondido como a empresa dele é.
Ele responde onde prefere trabalhar e não vê nota nenhuma. Mostrar a ele um número de compatibilidade com uma empresa seria transformar uma ferramenta de escolha em um veredito sobre a pessoa.
Cem menos a metade da soma das diferenças entre os dois perfis. Está escrito na tela, e você refaz no papel. Nenhum modelo opina sobre pessoa aqui.
É sinal na tela e decisão humana. Fit baixo não reprova candidato, e a pessoa continua aparecendo na lista com o número à vista.
A ferramenta é ativada por vaga, e não sai ligada em tudo. Em processo de volume e ciclo curto ela raramente muda a decisão, e ligar por ligar só cria pergunta a mais para o candidato responder.
O perfil comportamental diz como a pessoa age. O fit cultural diz onde ela se dá bem. Juntos eles explicam a maior parte das saídas nos primeiros meses, que é onde a agência perde dinheiro e reputação.
São seis perguntas e uns dois minutos, por um link, sem login e sem cadastro. E costuma ser bem recebido: é a agência perguntando como a empresa dele funciona antes de mandar gente.
Você mesmo responde pelo card, com o que já sabe do cliente. É melhor do que não ter, embora a resposta dele valha mais.
Do OCAI, um instrumento clássico de cultura organizacional, com quatro culturas e seis dimensões. Usamos a versão curta, para caber em dois minutos de cada lado.
Não. Ele responde uma vez, no convite que chega junto com o resultado do teste comportamental, e a resposta vale para as vagas seguintes.
Serve melhor onde a pessoa vai ficar e conviver. Em processo de ciclo muito curto ele raramente muda a decisão, e por isso a ferramenta é ligada por vaga em vez de valer para tudo.
Não mais que qualquer questionário: são duas leituras declaradas e uma subtração entre elas. O que a ferramenta não faz é fingir certeza. Ela dá um sinal, e quem entrevista decide.
Sem cartão e sem demo obrigatória. O link do fit sai da própria vaga.